Previsão convectiva mais recente:
Válido: 12Z 17/10/2026 a 12Z 18/10/2026
Nível 2 previsto para a Grande Belo Horizonte, Zona da Mata e Vale do Rio Doce em MG; Centro e Norte Fluminense no RJ; estado do ES. A área inclui as cidades de Belo Horizonte - MG, Juiz de Fora - MG, Ipatinga - MG, Governador Valadares - MG, Campos dos Goytacazes - RJ, Teresópolis - RJ, Cachoeiro de Itapemirim - ES, Vitória - ES, Colatina - ES, Nova Venécia - ES e São Mateus - ES.
Nível 1 previsto para o Vale do Paraíba, Grande São Paulo, centro e norte de SP; sul, centro, Triângulo Mineiro, noroeste e nordeste de MG; sul, centro, noroeste e leste de GO; DF; sul da BA. A área inclui as cidades de Bauru - SP, São Paulo - SP, São José do Rio Preto - SP, Ribeirão Preto - SP, Guaratinguetá - SP, Pouso Alegre - MG, Uberlândia - MG, Formiga - MG, Paracatu - MG, Diamantina - MG, Montes Claros - MG, Teófilo Otoni - MG, Rio Verde - GO, Iporá - GO, Goiânia - GO, Brasília - DF e Teixeira de Freitas - BA.
Discussão:
Um cavado de onda curta estende-se do litoral sul até o Sudeste brasileiro, com um máximo de momento horizontal associado ao jato de altos níveis contornando sua base.
Perturbações baroclínicas de menor amplitude em 500 hPa irão transladar por esta perturbação, promovendo advecção de ar frio, bem como advecção diferencial de vorticidade ciclônica, que promove ascensão em larga escala.
Em 700 hPa, fraco escoamento (~10 m/s) de oeste/noroeste deve ser sustentado, caracterizando um regime de advecção quente sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, sinalizando também fraca forçante sinótica.
Em 850 hPa, uma massa de ar quente e muito úmido concentra-se sobre ambas as regiões, enquanto o escoamento apresenta-se mais modesto (< 10 m/s).
Em superfície, uma frente associada a um ciclone extratropical em processo de oclusão sobre o litoral sul do Brasil avança pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste do Brasil de forma lenta. Fraca convergência de umidade deve se manifestar também ao longo de bandas de confluência e regiões de relevo acentuado, favorecendo o disparo convectivo.
Tempestades são esperadas sobre grande faixa do Centro-Oeste ao Sudeste do Brasil, com tempo severo sendo esperado entre GO e o litoral do Sudeste brasileiro.
Centro, Grande SP, Vale do Paraíba, e Norte de SP; Sul, Centro, Noroeste e Leste de GO; DF; MG; RJ; ES; Sul da BA (Níveis 2 e 1 - Todo o período):
Convecção discreta já ocorre entre o Vale do Rio Doce e o ES, resultando da ascensão em larga escala e do forte aquecimento diurno oriundo da advecção quente e da insolação superficial. As temperaturas variam de 24 a 30 °C sobre este amplo setor, enquanto os pontos de orvalho variam de 18 °C a 23 °C .
Apesar de taxas de variação vertical de temperatura (TVVT) relativamente fracas entre 3 e 6 km (<6,5 °C/km) serem observadas, o forte aquecimento superficial e mistura vertical contribuir para TVVTs entre 0 e 3 km acima de 7,5 °C/km. Consequentemente, instabilidade condicional de superfície modesta a moderada deve ser registrada sobre as amplas áreas de Níveis 1 e 2, com MLCAPEs de 1000 a 2500 J/kg e MLCIN inexpressivo. Não obstante, a alta concentração de vapor d\'água e a mistura vertical devem resultar em MLCAPEs de 0 a 3 km acima de 150 J/kg.
O perfil de ventos também será favorável para a organização da convecção, especialmente ao longo da área de Nível 2, com hodógrafas retas e alongadas. As magnitudes do vetor de cisalhamento efetivo devem variar de 15 m/s entre GO, DF, Norte de MG e o Sul da BA, a 20 m/s entre SP, restante de MG, RJ e o ES.
Dadas a fraca forçante sinótica, a elevada instabilidade condicional, e o cisalhamento do vento, células discretas de convecção profunda devem continuar desenvolvendo-se na área de destaque. Supercélulas serão favorecidas, com risco de granizo grande (>4 cm) e ventos intensos localizados, particularmente sobre a área de nível 2.
