Previsão convectiva mais recente:
Válido: 12Z 01/09/2026 a 12Z 02/09/2026
Nível 1 previsto para o nordeste do RS; Planalto Sul, Vale do Itajaí, Litoral Norte e Grande Florianópolis em SC; Grande Curitiba no PR; Vale do Ribeira em SP. A área inclui as cidades de Passo Fundo - RS, Vacaria - RS, Lages - SC, Blumenau - SC, Joinville - SC, Curitiba - PR e Registro - SP.
Nível 1 previsto para o Vale do Paraíba e norte de SP; nordeste do MS; sul de GO; Triângulo, Sul, Zona da Mata e Vale do Rio Doce em MG; Sul Fluminense, Centro Fluminense, Norte Fluminense e Grande Rio no RJ; sul do ES. A área inclui as cidades de Guaratinguetá - SP, Ribeirão Preto - SP, Uberlândia - MG, Poços de Caldas - MG, Juiz de Fora - MG, Muriaé - MG, Volta Redonda - RJ, Rio de Janeiro - RJ, Teresópolis - RJ, Macaé - RJ, Campos dos Goytacazes - RJ e Cachoeiro de Itapemirim - ES.
Discussão:
O cavado de onda curta em níveis altos da troposfera (300 hPa) passa por amplificação e inclinação negativa de seu eixo sobre o Sudeste do Brasil. A ascensão em larga escala concentra-se na vanguarda do sistema, junto à zona de entrada equatorial do jato de altos níveis.
Em 500 hPa, o mesmo sistema amplifica-se, com um amplo escoamento superior a 20 m/s cobrindo o Sudeste do Brasil, além de intensa advecção diferencial de vorticidade ciclônica entre 700 e 500 hPa estendendo-se sobre o Centro-Sul brasileiro. Adicionalmente, forte advecção de ar frio ocorre sobre o Sul do Brasil.
Em 700 hPa, ventos de noroeste superiores a 15 m/s, que transportam umidade do interior do país, concentram-se no setor quente de um ciclone extratropical em processo de oclusão sobre o litoral sul do Brasil, enquanto a frente fria avança pelo Centro-Oeste e Sudeste brasileiros.
Em 850 hPa, a advecção de ar quente e úmido apresenta-se menos intensa, uma vez que o escoamento mantém-se inferior a 10 m/s, associado a 𝜃e superior a 330 K.
Em superfície, o ciclone extratropical ocluso sobre o litoral sul do Brasil adentra o Atlântico, com um cavado pós-frontal deslocando-se pelo Sul do Brasil e promovendo fraca convergência. Já sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, a frente fria avança em direção a MG e ao RJ, promovendo também convergência em superfície.
Tempestades ainda são esperadas em porções do Centro-Sul do Brasil, com algumas delas capazes de produzir tempo severo localizado.
Nordeste do RS; Planalto Sul, Vale do Itajaí, Litoral Norte e a Grande Florianópolis de SC (Nível 1 - segunda metade terça-feira):
Este setor encontra-se sob um regime pós-frontal clássico com ventos predominantemente de sudoeste, temperaturas de 15 °C a 20 °C e pontos de orvalho de 14 a 18 °C. Entretanto, pouca elevação das temperaturas é esperada nas próximas horas.
A presença de taxas de variação vertical de temperatura (TVVT) de 3–6 km acentuadas (~7,0 °C/km), somada às TVVT de 0–3 km acima de 7,0 °C/km, deve acarretar instabilidade condicional em superfície por meio de MLCAPEs de 500 a 1000 J/kg e nenhum MLCIN.
O perfil de ventos será marcado por hodógrafas retas e alongadas entre 1 e 6 km, com magnitudes do vetor de cisalhamento da camada efetiva de influxo excedendo os 20 m/s, sustentando a organização da convecção.
Este cenário indica um padrão de “núcleo frio” em altitude, onde células discretas de topo baixo devem desenvolver-se ao longo do setor pós-frontal – condição também indicada por modelos de convecção permitida –, causando granizo de modo localizado.
Paraíba e Norte de SP; Nordeste do MS; Sul de GO; Triângulo, Sul, Zona da Mata e Vale do Rio Doce em MG; Sul Fluminense, Centro Fluminense, Norte Fluminense, Grande Rio de Janeiro no RJ; Sul do ES (Nível 1 - segunda metade terça-feira):
Nebulosidade cobre grande parte deste setor, mas, ainda assim, as temperaturas variam de 25 °C a 30 °C, com as maiores marcas ocorrendo em conjunto com aberturas de sol. Não obstante, os pontos de orvalho variam de 14 a 20 °C.
TVVT modestas entre 3–6 km (~6,5 °C/km) devem combinar-se a valores mais acentuados de 0–3 km (~7,0 °C/km), com propensão à presença de ar mais seco entre a superfície e os três primeiros quilômetros. Assim, instabilidade condicional modesta, também enraizada em superfície, deve manifestar-se com MLCAPEs no entorno de 1000 a 1500 J/kg e MLCIN igual ou superior a -50 J/kg.
Quanto ao perfil de ventos, o maior cisalhamento concentra-se ao longo da camada de 0–3 km, com hodógrafas predominantemente retas ao longo da camada de influxo efetivo, onde o cisalhamento deve variar de 15 a 20 m/s.
Dado o caráter frontal da forçante em superfície, multicélulas devem organizar-se e apresentar risco para a ocorrência de fortes ventos em superfície por conta do transporte vertical de momento horizontal. Granizo isolado também pode ocorrer.
