Previsão convectiva mais recente:
Válido: 12Z 17/07/2026 a 12Z 18/07/2026
Nível 2 Previsto para o Sudeste do RS. A área inclui as cidades de Pelotas - RS, Bagé - RS, Santa Vitória do Palmar - RS.
Nível 1 Previsto para o Sudoeste, Sudeste e a região metropolitana de Porto Alegre no RS. A área inclui as cidades de Uruguaiana - RS, Santana do Livramento - RS, São Gabriel - RS, Camaquã - RS.
Discussão:
Um vigoroso máximo do ramo subtropical em 300 hPa continua estabelecido sobre o Oceano Pacifico Oriental, com ventos que excedem os 80 m/s, ao passo que for difluência de ventos na vanguarda do cavado de onda longa sobre o Chile, concentra-se sobre a Bacia do Prata. Ao longo desta área de influência, forte ascensão em escala sinótica concentra-se ao longo da saída polar desse máximo do escoamento e o ramo ascendente da circulação ageostrófica. Já em 500 hPa, além do forte escoamento que contorna o cavado de onda longa (>25 m/s), perturbações baroclínicas de pequena amplitudes que deslocam-se em meio ao escoamento, irão promover episódios da rápido levantamento sinótico pela advecção diferencial de vorticidade ciclônica entre 700-500 hPa. Como consequência, um intenso Jato de Baixos (JBN) deve manter-se estabelecido ao longo da baixa troposfera, mantendo a rápida e intensa advecção de ar quente e úmido em direção a Bacia do Prata. O pico do escoamento entre 850 e 700 hPa será atingido no período noturno com o desacoplamento da camada limite planetária, magnitudes do escoamento de noroeste superando os 30 m/s. Não obstante, advecção de uma intensa camada de mistura elevada a partir dos Andes continua sendo sustentada, com temperatura em 700 hPa igual ou superiores a 14 °C, estabelecendo uma inversão de temperatura que deve conter o disparo convectivo até a aproximação de uma nova perturbação de onda curta no período noturno. Em superfície, intensa ciclogênese ao sotaventos dos antes ocorre devido a abundância de forçante sinótica, com um cavado invertido estendendo-se do noroeste da Argentina em direção ao Uruguai. Eventualmente, um ciclone extratropical irá se desenvolver sobre o Mar da Prata, com uma frente fria atendente avançando em direção ao Uruguai e Centro da Argentina. Tempestades, que devem se desenvolver inicialmente ao longo do ramo frontal na Argentina e Uruguai, irão avançar em direção ao RS no período noturno, onde o risco de tempo severo isolado será esperado.
Sudoeste, Sudeste e Região Metropolitana de Porto Alegre (Nível 2 e 1 - Todo o período):
Imagens do satélite GOES-19 no canal de vapor da água indicam o intenso escoamento de oeste associado ao máximo de momento horizontal no escoamento em altitude, com a camada de mistura elevada mantendo condições estáveis sobre o Norte da Argentina e Uruguai. Em superfície, a advecção de ar quente e úmido de norte já eleva as temperaturas de 20 °C a 25 °C sobre a baixa Bacia do Prata, seguido de pontos de orvalho de 15 a 18 °C. Sobre esta massa de ar úmido, uma camada de mistura de elevada mantém-se sobreposta, promovendo Taxas de Variação Vertical de Temperatura de 3-6 km que vão de 8 a 9 °C/km, conforme observacoes das radiosondagens de Resistência e Santa Maria das 12 UTC. Contudo, a forte inversão térmica ao longo de sua base em 700 hPa, deve conter o disparo convectivo até a aproximação de forçante sinótica intensa o suficiente a partir do período noturno com a aproximação de um cavado de onda curta. Nessa via, instabilidade condicional enraizada em níveis mais altos da atmosfera será sustentada ao longo da tríplice fronteira, especialmente devido a estratificação da camada limite planetária. Contudo, mesmo que sendo de origem elevada, MUCAPEs no entorno dos 3000 a 1000 J/kg devem estender-se da Argentina e Uruguai em direção ao Sul do RS, respectivamente. Não obstante, intenso cisalhamento do vento se fará presente com hodógrafas amplamente alongadas e com intensa curvatura ao longo da região de influxo efetivo. Assim, magnitudes de cisalhamento efetivo superiores a 20 m/s se farão presentes, em conjuntos com magnitudes de helicidade relativa efetiva a tempestade inferiores -250 m2/s2. Nessa via, combinando a configuração sinótica e os modelos regionais, convecção explosive deve desenvolver Inicialmente sobre o Uruguai e Argentina e eventualmente avançar em direção ao Sul do RS durante o período noturno de previsão. No geral, uma intensa linha de tempestades devem adentrar o território brasileiro, especialmente o Sudeste do RS, com alto potencial para causar intensas correntes descendentes e ventos em superfície. Granizo isolado de grande dimensão (>4 cm) também não pode ser descartado tanto na área de nível 2 como de nível 1, especialmente se o aquecimento superficial e levantamento sinótico no setor pré-frontal forem intensos o suficiente a modo de vencer a inversão térmica em níveis médios, resultando no desenvolvimento de algumas células discretas de tempestade.
